Em 1968 surge a Associação de Patinagem de Aveiro. Sob a
égide do Eng. Manuel
Bóia constituiu-se uma comissão organizadora
em que participam ainda o Dr. Maia Seco, Artur Lobo, José Leandro,
Nuno Greno e Mário Fonseca. A oficialização da APA foi
inicialmente dificultada pelos entraves colocados pela Associação
de Desportos de Aveiro (hoje felizmente extinta, já que permitiu o
extraordinário desenvolvimento de várias modalidades no distrito)
dependente da Direcção Geral de Desportos. Inicialmente promovendo
acções de propaganda e torneios, rapidamente desenvolveu provas competivas nos diversos escalões. O sucesso de fomento da
modalidade e o entusiasmo associativo nos primeiros anos da década
de 70 são-nos demonstrados em texto publicado pelo ex-presidente
da APA numa publicação pessoal de 1988:
"O Beira-
Mar, pelas mãos de Hernâni Almeida e Acácio Silva, evolui muit o
favoravelmente e, com o erguer do pavilhão, chega a ocupar um
lugar na primeira categoria nacional.
O Alba, onde Luis de Matos e Manuel Alves eram os leais
representantes da família Martins Pereira, constroi um rinque
servido por boa iluminação e vive empenhado em profícuo trabalho
de base.
O Lamas, com Américo Sousa, José Melo e Acácio Carmo ao leme,
faz uma grande renovação e, recuperando energias adormecidas,
alcança um lugar de mérito.
O Cucujães, no qual Luis Borges e Mário Ramalhosa eram hérois
venerados, maugrado utilizar um recinto descoberto e mal situado,
não deixa murchar as raízes e persiste numa marcha segura e
decidida.
O Mealhada começa a treinar hóquei em patins numa eira...e,
numa acção de grande genorosidade e espírito de sacrifício da
família Messias, afirma-se confiante no seu distrito de Aveiro.
O Anadia inaugura um rinque junto ao campo de futebol e Manuel
Alegre e Hernâni Portovedo, vencendo todas as dificuldades com
muita tenacidade, põem de pé uma valorosa equipa de juvenis.
A Ovarense, enriquecida com uma bela pista coberta, sob a égide
do Dr. F. Raimundo Rodrigues e Artur Lima Azevedo, interessa-se
sobremaneira pelas categorias jovens e destaca-se brilhantemente
em campeonatos nacionais.
O Curia, por vontade forte e perseverante de José Paulo
Rosmaninho, Eladio Cruz e Evaristo Portovedo, torna realidade um
sonho - fazer reviver naquela estância termal o nome do grande
clube de hóquei em patins.
O Oleiros, com a muita coragem e persistencia de Manuel Moreira
e Dr. Aurélio Pinheiro, levanta um pavilhão monumental e cria uma
promissora escola de patinagem.
O Estarreja não hesita em levar por diante o mesmo ideal e,
capitaneado por Jorge Guiomar e Fernando de Sousa, mesmo sem
recinto próprio, dá os primeiros passos e vai no bom caminho.
Os Galitos, pela pessoa de Luis Neves, acorda da letargia e,
ganhando novas forças, faz ressurgir o seu núcleo.
A Oliveirense, com a autoridade do prof. António Costeira,
Emídio Semblano e Amilcar Ferreira, não mostra indecisão no seu
apoio à Associação de Aveiro.
A Sanjoanense, de forma particular, produz trabalho intenso e
fecundo, e homens com o o internacional José Azevedo, Manuel Cortês
e Pais Vieira reimplantam o deferente respeito com que por todo o
país o seu clube era olhado e saudado."
Foram ainda efectuadas jornadas de divulgação, com a
participação de equipas filiadas, no pavilhão do Iliabum,
Sangalhos e rinque de Válega, encontros de selecções distritais e
desenvolvidas medidas de aperfeiçoamento técnico através de cursos
de treinadores.
Classificações da Época:
Apuramentos para o nacional
Juniores : Curia (1º) e Lamas
Juvenis : Sanjoanense (1º) e Oliveirense
Iniciados : Sanjoanense (1º) e Ovarense
Infantis : Campeonato Distrital : Ovarense (1º), Oleiros (2º)
Seniores : Campeonato Nacional 1ª Divisão Norte : Sanjoanense
(3º); Beira-Mar (6º), Oliveirense (penúltimo)
Resultados da Época:
Iniciados
Ovarense 7 - Infante de Sagres 0
Sanjoanense 1 - Ac. Espinho 0
Carvalhos 3- Sanjoanense 8
Salesiana 4 - Sanjoanense 9
Juvenis
Sanjoanense 9 - F.C. Porto 2
Em 1975 dois factores motivaram o desaparecimento da APA: a
instabilidade política e social de então, que conduziu,
especificamente, a nível governamental ao anúncio para extinção
dos distritos administrativos; e o diferendo jurisdicional
provocado pela recusa da Associação Académica de Espinho em se
filiar na Associação de Patinagem de Aveiro.
No final dos anos 70, princípio dos anos 80, alguns dos clubes
acima mencionados (desmotivados?) abandonam a modalidade ou
descrescem a sua actividade. Apesar de tudo aparecem novas
agremiações: O Académico da Feira e o Clube D. Ferpinta - esta
colectividade/empresa de Carregosa/O.Azemeis abandonou
previsívelmente a modalidade após a descida da sua formação ao
escalão secundário-, bem como se reactiva o Clube Escola Livre de
Azemeis.
Em 1986 um grupo de importantes entusiastas da modalidade faz
renascer a Associação de
Patinagem de Aveiro. Com um forte empenho
de personalidades de Oliveira de Azemeis é definida a sua sede na
mesma cidade (nessa altura este concelho apresentava quatro
colectividades em actividade, sendo que três competiam na 1ª
divisão nacional). A direcção, presidida pelo Dr. António
Rodrigues, bem como restantes elementos da Associação como
Casimiro de Almeida, António Costeira e J. Paulo Rosmaninho (
entre outros) permaneceram firmes na sua decisão e apesar dos
muitos entraves suscitados pela Associação de Patinagem do Porto,
assumem com muita determinação e coragem a realização de
campeonatos competitivos oficiais nos diversos escalões.
Ainda nesse ano é organizado em Anadia o Campenato Europeu de
Juniores com um forte empenho da APA e do presidente da CMA o Eng.
Sílvio Cerveira. Seguiu-se uma importante prova em 1987, 1988,
1989 e 1990: a Taça Latina com a presença das selecções de
Portugal, Espanha, Itália e França.
A União desportiva Oliveirense
organizou no seu magnifico pavilhão, igualmente, u ma
importante prova internacional: o Campeonato Europeu de Juvenis em
1987.
Desde o reínicio da Associação o Hóquei em Patins viu
multiplicar por muito o número de clubes, equipas e atletas em
competição oficial, o que justifica, e de que maneira, a acertada
decisão da sua reactivação!
Apareceram, deste modo, o F.C.Bonsucesso (Aveiro), A.C. R.
Pessegueiro do Vouga, Casa do Beirão Serrano em Aveiro, H.
Paivense, H. C. Cambra e mais recentemente o CENAP (Aveiro).
Recorda-se, todavia, que nos finais dos anos 80, princípios de
90 o Estarreja - depois Salreu-, o H.C.Curia e a A.D. Travassô (Águeda)
desenvolveram também actividade oficial embora durante reduzido
período de tempo.
Actualmente a Associação de Patinagem de Aveiro é a terceira do
país, constituíndo provas oficiais nos escalões de Seniores,
Juniores, Juvenis, Iniciados, Infantis-A, Infantis-B e Seniores
Femininos.
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